Nos meus livros os índios eram diferentes…

Bem, outra amostra disso aconteceu mais tarde, quando fomos visitar a Associação das Mulheres Artesãs, presidida pela Rosa. Foi só chegarmos que logo haviam várias mulheres e umas dezenas de crianças. Todas queriam ser fotografadas, mas nunca pediam. Se eu virava a foto para um, logo tinham uns dez querendo aparecer. Aí esperavam eu virar a máquina para eles e davam risadas, brincando uns com os outros. Entre eles falavam apenas ticuna, mais difícil de entender do que o japonês dos Kuribayashi-Kakeya.
 
ia12artesao  ia12criancada
 
Esta Associação fica em Bom Caminho, que foi a primeira aldeia que eu visitei. Estive lá na festa junina há cerca de um mês. O que você espera de uma aldeia?. Ocas? Não. Casas melhores do que muitas na cidade. Penas ou tangas? De jeito algum: bonés, jeans, batons e as legítimas havaianas. Danças indígenas, chocalhos ou maracas? Nunca: quadrilhas com roupas caipiras, forró e “dança do cossaco”. Tudo bem… algumas coisas permanecem. No meio da festa haviam várias mulheres com os seios de fora amamentando seus filhos. Na platéia, ninguém senta no chão, se acocora. E os rostos das crianças são lindos…bem curumins.

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