Impressões animais

IA130605nicoA Hoje voltando do Posto de Saúde ouço um rapaz falando com outro. “Mas a capivara está presa? Você sabe que com ela eu não entro!”. Não, capivara não é o nome de uma cadela, como existem tantos “leões”, “lince” e “pantera” por aí. Esta capivara mora em um açude diante de uma casa, bem na zona urbana. Já me contaram que ela se comporta como um cachorro: dorme debaixo da porta, vai comer na hora certa e não deixa ninguém estranho entrar. Diferente, não?? Mas aqui isto é muito comum. Já vi vários animais “exóticos” como dizem os pets, ou “silvestres” como dizem os veterinários, sendo criados como animais de estimação.
O último que conheci foi no Chaguinha. Já falei de lá, é o restaurante onde as pessoas não gostam de atender e onde se toma água na garrafa de big coke. Bem, como sou persistente, de vez em quando volto lá. Da última vez fui pagar e enquanto eu esperava meu troco vi um cachorro magrelo e com um laço vermelho no pescoço. Pensei… “um cachorro doente aqui…”… mas quando olhei de perto… o cachorro era na verdade um veado… Tem um veadinho morando no restaurante. Ainda perguntei se ele era o “almoço de amanhã”, mas me disseram que ele já é “da família”…
ia13jiboia0605c
Tá entendido. Na internet outro dia tinha uma jibóia. No caminho para o trabalho papagaios, araras, jaçanãs são mais bem tratados do que as galinhas, com as vantagens de não irem parar na panela. E os macacos… dos pequenos aos maioires, tem de tudo.
 
 
Mas a história mais legal de bichos “da selva” que me contaram, aconteceu com um enfermeiro e um dentista que trabalham para os Tikuna, na comunidade de Filadélfia. Ocasionalmente por lá passam manadas de porco do mato. Quando eles passam é um “Deus nos acuda”. Todos querem cercar os bichos para abatê-los. E para isso correm todos e vale tudo: de cartucheira a terçado, de pau a pedra. E neste dia apareceu um bando em Filadélfia e lá se foram eles, o Fred e o Sandro, no meio da turba, correndo atrás dos pobres porcões. Como eles não queriam correr para muito longe pelo mato desistiram logo, mas eis que para sorte deles deram de cara com um grandão. Gordo, forte… o pernil ideal. E assim lá se foram eles correndo atrás do bicho, felizes com a sorte. Cercaram o bicho e acertaram a primeira porretada. Estranharam que o porco-do-mato não fugiu, não grunhiu e ainda ficou como que choramingando. Quando eles iam voltar a nova carga surge uma senhora gritando: “Para, para! Este é meu!!”. Era o porco de estimação da velhinha, criado na mamadeira desde novo…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s