Viajando rio acima

Para voltar estou indo no Dona Regina, uma lancha, e não um barco tradicional. Lancha grande, com 160 cadeiras reclináveis (bem mais confortáveis do que de avião) e um pouco mais caro. Pago 80,00 na volta contra 70 que pagaria em um barco. A diferença está que em vez das cerca de 18 horas, viajarei somente por 5 horas nos cerca de 250 km fluviais, rio acima, que separam a sede de SPO e BC. O barco é relativamente luxuoso, com ar condicionado, bom lanche, mas… sem lugares definidos. Isto é ruim, pois quando entro parece haver gente nas três fileiras. Diferente do que acontece nos ônibus ou nos aviões, nas paradas ninguém se ajeita para dar lugar aos que embarcam, mas se espalham ainda mais, de forma que seus bancos vizinhos não sejam escolhidos e de forma que possam continuar deitados e espalhados. Por fim pego um lugar ao fundo, longe, sem janela, de onde escrevo agora.
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A viagem é bonita com o rio ora alargando, ora estreitando, mas sempre grandioso com suas águas marrons. Passamos ocasionalmente por pequenas comunidades que me fazem refletir ao mesmo tempo sobre como o mundo é enorme, como nós somos pequenos e como a vida pode ser tão diferente. Aquilo seria o inferno para alguns, mas nos sorrisos das crianças me parece o paraíso. De qualquer forma é a primeira vez que me vejo mais perto da mata de dia, pois quando viajei para SPO era noite, e não pude ver quase nada. Finalmente a Amazônia com seus igarapés e alagados a minha frente! Exatamente no dia que completo um ano de aventura no Norte do Brasil.

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