Petrônio Sinfrônio em nosso encontro pela PAZ

Fui para um Encontro Nacional de Redes pela Paz e Desarmamento, representando a Rede Virtual de Escoteiros pela Paz. Pela primeira vez eu senti um clima tão afetuoso quanto sinto quando estou em atividades escoteiras, o que eu considerava até impossível.
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A capital paraibana é mesmo arretada. Praias de areia branca, mar verde e coqueiros compõe o cenário onde estão as mulheres, na minha opinião, mais bonitas do nordeste brasileiro. Tudo isso embalado por aquele sotaque gostoso que só se encontra na faixa da BA ao CE… e olhe lá. O sotaque nordestino tem a mistura certa de ritmo, dengo e simpatia que não se encontra em mais nenhum lugar do Brasil.
Culturalmente a cidade é rica. Ouvi forró pé de serra em tudo que é lugar que fui, e só senti falta de não ter ido a um autêntico forró. Mas fomos jantar em um restaurante que após um excelente cantor que levava de primeira ritmos como baião, xote, xaxado e coco dos inesquecíveis Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Jackson do Pandeiro em companhia do Duda, companheiro de Recife, radicado em Fortaleza e que puxou não se sabe daonde um pandeiro que tocava com maestria digna de discípulo do Jackson (aliás, o Duda é o primeiro cara que conheço que, como eu, tem avô e AVÓ médicos). Mas… após o cantor, como eu ia dizendo, formos brindados por Petrônio Sinfrônio em um autêntico show de brega. Além dos oito anés enormes, das pulseiras extravagantes (uma nada mais era do que uma correntinha com um chaveiro de Capivari preso nela), do óculos cor de rosa com adesivo de preço, ainda sabia cantar. Tudo bem que o brilho do terno dourado com botões vermelhos incomodava, que Reginaldo Rossi não é meu cantor favorito, mas foi muito divertido, até as mágicas sem graça nos divertiram.
O melhor foi ele fazer todos os homens dançarem quando disse… “Agora é a vez dos homens, mas os que tem bilau (pênis no linguajar local) pequeno podem ficar sentados”. Nunca vi tanto marmanjo pulando tão rápido de suas cadeiras.
Se você acha que vou falar de Tambaba, mais bonita praia de nudismo do Brasil, do Pontal de Seixas, ponto mais a leste de nosso país ou do por do sol comendo caranguejo no Rio Jacaré ouvindo o Bolero de Ravel? Pois é… Desta vez não vou, pois estes programas imperdíveis ficaram apenas na saudade da vez que já estive por lá com a Alzira. Afinal, desta vez fomos com uma missão, e não há nada mais importante do que a sensação de poder contribuir com a PAZ no mundo. E para isto vale todo o tempo que tiver.

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