Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus…

Alguns dias depois…
Estou indo de volta para BC no que talvez seja minha última viagem para lá. As saudades e a distância, além das dificuldades profissionais me empurram nesta direção e não há como dizer que não vou triste. Sei que poderia ter feito mais, ao mesmo tempo em que sei que dei o máximo de mim. Foram várias realizações em uma cidade que nunca nem mesmo teve um pediatra, dentre as quais, a que mais me alegra tenha sido a criação e capacitação do Conselho Tutelar.
Lembro nitidamente minha sensação quando atravessei o Solimões pela primeira vez. Tinha certo medo e ansiedade sem saber ao certo como seria minha “aventura” amazônica. Hoje, no vôo em que me despeço de Manaus, viajo feliz. A distância, as diferenças de costumes e as dificuldades no trabalho, provocaram algumas perdas, várias preciosas para mim. Mas acima de tudo ganhei uma certeza. Ao menos hoje a minha aventura não acabou. Sigo convencido de que há muitos mundos a conhecer e muito trabalho a ser feito.
Assim em breve receberão minhas Impressões Amazônicas escritas a partir de outras terras: Redenção, Sul do Pará. Por quanto tempo? Não sei dizer… Como cantava meu amigo Katsuo: “Por caminhos nunca vistos, eu tracei o meu destino. Não sei dizer quando vou chegar, nem mesmo sei por onde vou passar…”.
Evitei ao máximo divulgar minhas despedidas de BC. Não quero ter dez despedidas, como fez o Romário. Mesmo assim, ontem começou. Alguns amigos próximos fizeram uma reunião com direito a jabuti (não como convidado, mas sim como prato principal). Não consigo convencer ninguém de minhas convicções ecológicas. Hoje o pastor da Igreja Batista Regular (são quatro tipos de igreja batista por aqui: regular, primitiva, tradicional e esqueci a outra…) me convidou para o almoço: tambaqui, piraputinga e pupeca de sardinha. Refeição abençoada pois achava que não comeria mais pupeca antes de viajar. Depois fui homenageado pelos agentes de saúde com um lanche. De lá fui correndo para um encontro de despedida com os escoteiros. Por fim, no final da noite tive um jantar a base de pizza com o pastor da igreja presbiteriana. No dia seguinte, dia de minha viagem, eu tinha previsto acordar as cinco da manhã. Acordei ás quatro com um “maluco” batendo na minha porta. “Pronto”, pensei, “Algum paciente passando mal que não sabe que pedi demissão”. E não era… mas um bando de escoteiros que me trouxe um café da manhã simples, mas cheio de carinho. Só não esperava realmente aquela “invasão” aquela hora da manhã… Mas valeu a visita… e ainda me ajudaram a carregar as coisas ao porto.

1 comentário Adicione o seu

  1. Tatiane Lemos disse:

    Muito emocionante… so agora prestei atencao nas datas… sera que ainda esta nessa aventura e nessa vida de continuar suas missoes aos ribeirinhos indigenas? Desejo mt mais sucesso do que ja tens…

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