De teco-teco rumo a floresta

O acesso às aldeias que atendemos é quase todo feito por via aérea (das 11 aldeias, apenas em uma chego por via terrestre). Com isto qualquer medo de voar vai embora fácil, afinal, especialmente na época quente, os monomotores teimam em chacoalhar bem mais do que nossos estômagos gostariam. Quem está na cauda então, a cada rajada de vento vai lá em cima e volta, ou, pior, vai lá em baixo antes de subir de novo. Um susto que faz muita gente gritar e a Raimundinha, minha auxiliar, mesmo com anos de aldeia ir rezando o tempo todo. Vou contar uma história que mostra as dificuldades de vôo aqui. Eu hoje deveria sair ás 8:30h de Redenção, mas só fui pego em casa ás 10:45h. Cheguei no aeroporto e não tinha ninguém ainda lá, nem avião, nem outros passageiros. Ás 11:00h chegaram a enfermeira e a Raimundinha. Ás 11:20h… nada de avião, mas começou a chegar um monte de indígenas. Quando o avião chegou, tinha tanta gente, tanta carga, que nós, da saúde, ficamos de fora.. justo quem era mais importante, mas… mas vocês não tem idéia da dificuldade de fazer um kaiapó se mexer quando empaca. Imagine tirar uma família e um monte de carga de dentro de um avião. Por fim, depois de uma longa negociação e de outro avião se preparando para sair os índios deram espaço para nossa equipe que levantou vôo depois do meio dia… quase 4 horas de atraso.
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