Impressões Amapaenses

Água e Verde. Foi esta a impressão que tive logo ao chegar em Macapá, capital do Amapá, homenageada pelo Carnaval da Beija-Flor campeã e que está dividida entre os hemisférios Sul e Norte.

Esta divisão gera uma confusão geográfica interessante… Como o verão no hemisfério sul corresponde ao inverno no norte e vice-versa, na teoria metade da cidade está em cada estação do ano. E o mais curioso. Se você for ao Monumento do Marco Zero, todo ele atravessado pela Linha do Equador, você pode estar com os pés no inverno e a cabeça no verão… Lógico que eu fiz isso e registrei com uma foto, o que dá direito a um certificado emitido pela secretaria de turismo comunicando que o turista esteve nas duas metades do planeta ao mesmo tempo.

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Aliás, a cidade aproveita esta curiosidade, e na seqüência do monumento há um estádio de futebol, oficial e popularmente conhecido como Zerão, onde a linha divisória do campo segue a linha do Equador. Assim, cada time joga em um hemisfério distinto. Bastante curioso.

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Dizem também que em cada hemisfério o ralo roda para um lado diferente. Lá fui eu fazer o teste, e logo que desembarquei, me meti no banheiro do aeroporto, tapando com a mão o ralo até encher a pia e deixando a água escorrer e perceber que ele estava realmente correndo no sentido contrário, ainda que fosse apenas imaginação minha, causada especialmente pela pressa pelo fato dos outros usuários do banheiro já estarem achando que eu estivesse doido, talvez intoxicado pela quantidade excessiva de ar puro, não tão comum no nosso sul brasileiro.

A posição geográfica na verdade se reveste de importância maior do que a mera curiosidade, pois influencia na percepção que tive: muita água e muito verde. A água é onipresente. Aqui, no estado brasileiro com maior índice de cobertura vegetal, a Amazônia ainda é uma realidade mesmo na capital, e como tal as chuvas são uma constantes e o índice pluviométrico altíssimo. As margens do Rio Amazonas, cercada de rios e igarapés, Macapá já mostra a característica anfíbia de todo o estado. Ao se dirigir um pouco mais para o interior os campos alagados abrigam garças, marrecas e inúmeras aves que dividem espaço com búfalos e peixes.

3 comentários Adicione o seu

  1. Iúna disse:

    uma paisagem amazônica, e é o suficiente pra descrevê-la, pelo menos pra mim. Aos que não têm essa percepção o melhor remédio é visitar esse blog, uma maravilha.

  2. Martha disse:

    Boa noite!!!
    Gostei muito deste blog
    Em breve irei para Macapá e as suas informações me ajudaram muito.
    Gostaria de saber se vc conheceu algum povo indígena, se é fácil visitar alguma aldeia…se vc puder me dar algumas dicas ficarei muito agradecida.
    Abraços

  3. may* disse:

    Oi!
    Adorei ler sobre a sua visão do Amapá e com fotos!
    Está tudo maravilhoso!
    Ah, e sobre visitar uma aldeia indígena… não acho que seje fácil visitar uma, mas sempre se encontra índios em Oiapoque, pois tem muitas aldeias por perto 😉
    Beijos
    may*

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