Monoarborização de nossas terras

A internacionalização da Amazônia já começou, e ninguém está reclamando. Aliás, os exércitos, oriundos da Austrália e Europa, já dominaram a Mata Atlântica e agora se espalham por toda área um pouco mais irrigada do território nacional.

É impressionante, já vi estes exércitos que marcham cadentes e compenetrados para a morte, perfilados por áreas extensas do Espírito Santo e São Paulo. O que não esperava era encontrar seus integrantes tão ao norte. E os encontrei no Amapá e por todas estradas que rasgam o Pará e que tive oportunidade de percorrer. Pacientes, os eucaliptos e pinheiros formam grandes exércitos invasores, que expulsam a tudo: árvores nativas, arbustos, pássaros e até mesmo a maior parte dos insetos, partilhando o espaço todo entre si, e se alimentando e bebendo a água locais. Não aceito que isso seja chamado de reflorestamento, pois para mim a floresta é algo dinâmico e com múltiplas espécies de vida. O que vejo são extensas áreas de Monoarborização.

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