Acampamento indígena

Aldeia Mokarakô – Beira do Riozinho

Saí cedo para fazer atendimento nos acampamentos de castanhas. Viagem gostosa, pelo Riozinho numa manhã fresca. Íamos eu, uma enfermeira, uma técnica e dois indígenas, o barqueiro e o AIS.

Os acampamentos são no meio do mata e duram de 1 a 3 meses. Ao contrário da visão imaginária do indígena, as coberturas de plástico ou lonita, substituem muitas vezes as coberturas de tradicionais vegetais. Sob o teto, colchões velhos, colchonetes e até uma ou outra barraca tipo iglu.

Nós viramos atração turística, especialmente para as muitas crianças que brincam, em sua maioria peladas.

A falta de cuidados com os restos alimentares, dejetos fisiológicos, a pouca roupa, os piuns e mosquitos, explicam bem o porque de tantas lesões de pele. Eu atendo sobre um saco de castanha e as crianças são pesadas em balanças móveis penduradas nos tetos das barracas.

Se a ida foi suave, pouco menos de 1 hora, a volta está prevista para pouco mais de 4 horas. Menos pela corrente contrária do que pelos passageiros. Se na ida éramos 5, na volta somos 9 adultos, 4 crianças, 1 papagaio, 3 periquitos, 1 filhote de cruzcredo, digo de tucano pelado, 1 filhote de cachorro e 1 filhote de quati, 1 jabuti pra jantar, mais alguns sacos de castanha.

1 comentário Adicione o seu

  1. Angela Ursa disse:

    Altamiro, seu blog está muito bonito e com ótimas informações. Parabéns! E obrigada pelo comentário explicativo na Floresta da Ursa :)) Abraços florestais! Angela Ursa

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