Circo do Interior… O "Gorila-Macaco" e depilação radical

Acabei de chegar do Circo dos Pôneis. Infelizmente não levei minha máquina, pois embora tenha sido o circo mais simples que já fui, sua simplicidade tornava as atrações de uma beleza ímpar. Eu gostei.

Para terem uma idéia de como era, um dos palhaços era também o domador do chimpanzé e depois rodava no Globo da Morte, com aquelas motos barulhentas. O mágico, além de “homem voador” nas cordas, também era o apresentador do espetáculo.

A diversão começa na entrada. Quando cheguei, cerca de quinze minutos antes do presumível início do espetáculo, deveriam ter umas quatro ou cinco pessoas esperando. Mesmo assim uma gravação nas caixas de som anunciava em alto tom: “A multidão se aproxima! E quem não quiser pegar fila é só ir na bilheteria número dois e pagar direto para o porteiro. O preço é um pouquinho mais caro, mas você garante seu lugar perto do palco em nossas confortáveis cadeiras. Quem prefere ingresso popular, também tem, mas você corre risco de ficar de pé. Na bilheteria dois já temos três atendentes providenciando a entrada imediata do nosso público especial”. Quer a tradução? Bem, nesta hora não havia bilheteria 2, nem mesmo 1. Ninguém no portão dois. Quando finalmente abriu a “bilheteria 1” eu e um outro rapaz fomos perguntar como entrar e ele pegou nosso dinheiro, levou para a 1 e nos trouxe os bilhetes que davam entrada junto com todo o resto do pessoal. E lá dentro, bem, as “confortáveis cadeiras” eram na verdade cadeiras de plástico, daquelas que desabam quando alguém mais pesado senta.

Lá dentro, uma das grandes atrações era o chimpanzé Jackie. Ele não é apresentado como chimpanzé, mas sim como um filhote de “gorila macaco”. Seria algo que o Cid Moreira diria: “É ou não é um espanto?”.

Mas nada tira o brilho do espetáculo, ainda que a partner do malabarista tenha o corpo tão escultural e cheio de curvas quanto um poste.

Outro destaque era O pipoqueirA, que entrou em cena com um colante vermelho e se apresentou como Lacraia Atocha, a(o) engolidor(a) de fogo. Ao menos ela(E) usa um método diferente de depilação. Aviso meninas, não façam isso em casa, pode ser perigoso… risos…

3 comentários Adicione o seu

  1. Iúna disse:

    eu gosto de circo, mas morro de pena dos animais. A última vez que fui, meus filhos eram crianças, putz faz tempo, acho que a vida tomou conta de mim e me levou para longe das coisas que gosto.
    cinema tem mais de ano que não vou, cruzes, depois da defesa vou ver se faço um upgrade de coisas que gosto
    abraços

  2. cris disse:

    não gosto de circos. sempre fui quando criança, mas ao contrário das outras pessoas, via neles muita tristeza: a tristeza dos elefantes, que pareciam sempre chorar, dos outros animais que me pareciam sofrer com o cativeiro, sem carinho e distante de seus semelhantes. mas via mais tristeza nos palhaços. não sei por que, talvez ficasse compadecida com seu esforço pra fazer graça, nem sempre frutífero, também me davam aflição os trapézios e os globos da morte, mas nunca recusei um convite, pois eles sempre vinham da minha mãe, a quem nunca soube recusar um pedido e por saber que ela nos queria agradar, a mim e a meus 3 irmãos. assim eu ia, satisfeita pela felicidade de minha mãe, sempre tão empenhada na felicidade daquelas quatro crianças, que sempre teve que criar, praticamente, sozinha. e pra mim, ela merecia os aplausos, a quem eu sempre os dirigia.
    abraços. cris

  3. Anapaula Martins Mendes disse:

    Cada coisa que se vê porai hein!Inacreditável..realmente um espanto!Hahahaha!Beijos Altamiro, saudades!

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