Tuchaua animado na terra do Canaimé

Os adultos são diferentes, especialmente os homens. Quando estou montando minha barraca o tuchaua, chega de viagem: óculos amarelo, tenis estiloso, camisa nova, ainda com etiqueta do preço e um sorriso rasgado acompanhado de uma gargalhada estridente. Nos oferece caxiri, mostra a pista nova (o nosso foi o primeiro pouso), oferece caxiri novamente, conta que esteve com um deputado, insiste no caxiri, diz que esta feliz conosco e, para não perder o embalo ao se despedir oferece caxiri novamente.

Estamos nos campos de Roraima, terra do herói Makunaima e do perigoso Canaimé, o Pai do Mato, Rabudo. Talvez por isso mesmo o enfermeiro Igor, baiano, se espanta quando armo a barraca. “Eu, hein? Por nada desse mundo eu durmo aí fora”. Vai entender!!!

O caxiri é consumido por todos, inclusive crianças. Aqui o enfermeiro Higo (sem “r”), o Tuchaua e eu provando o caxiri. Notem que enquanto tomamos na caneca o tuchaua vai da forma tradicional: na cuia!

Minha barraquinha (Vaude – veja nos links a Spantik, minha fornecedora oficial…)

1 comentário Adicione o seu

  1. Henriqueta disse:

    Altamiro como é bom conhecer um pouco mais da cultura indígena, principalmente por vc, que ressalta os detalhes…Saudades suas e dessa terra linda !! Beijão !
    Henriqueta

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