Solidariedade, patrimônio Ingaricó

Sol se pôs. Chega um casal, a mulher com bebê na tipóia. Puxam conversa em português arrastado. Vieram pro Ajuri. Andaram 30 minutos para ajudar na roça dos de cá. Depois vão surgindo mais Ingaricó: um, dois, cinco, sete.Todos vieram para trabalhar. Sem soldo ou cobre, somente ajudar, sabendo que um dia serão ajudados.

Troca? Acho que não. Solidariedade, de um jeito que a gente, na cidade, nem sabe mais como é. Coisa que aprendi com a família Kuribayashi, apagando incêndio em casa de “nem-sabemos-quem”. Coisa que o escotismo tenta ensinar, muitas vezes em vão. Nosso mundo não dá oportunidade para vivermos solidários. Nosso dinheiro paga a solidariedade e acabamos esquecendo que “um por todos e todos por um” não é só história de mosqueteiro.

1 comentário Adicione o seu

  1. Denise Guerra disse:

    Oi Drº, que exemplo de vida os ditos “selvagens” nos dão! Parece inversão de papéis, quem leva uma vida realmente selvagem somos nós o povo da cidade! Boas viagens!

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