A ferrovia do diabo – Madeira Mamoré

A floresta selvagem era repleta de perigos para os seringueiros, nordestinos que fugiram da morte pela seca para encontrá-la nas doenças tropicais. Malária, disenteria e febre amarela ceifaram a vida dos “soldados da borracha”, recrutados à custa de muita propaganda do governo e de sonhos dos cearenses. Cidadãos de todo o mundo, pseudo-construtores de uma estrada no meio da floresta que nunca chegou ao seu fim foram “devorados” pela “ferrovia do diabo”, onde sob cada dormente descansam um cadáver.

Mas o estado corre. E em sua correria não há espaço para o que existia ontem.

IMG_3983 Esta é a Igreja de Santo Antonio. Daqui se avistavam as corredeiras, o terror da navegação antiga. Está na área que será alagada, mas os engenheiros dizem que a água não chegará lá em cima…

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