Terra preta de índio na Aldeia Sumaúma

A terra é bem preta, alta, por cima do rio. Estarei em uma das “terras pretas de índio”? Assim são conhecidas as terras em que as antigas populações brasileiras viviam. O resto de suas fogueiras, seus enterramentos, seus alimentos e cerâmicas pouco a pouco ao longo de centenas de anos criaram estas terras onde são encontradas tanto a fertilidade quanto testemunhas de nosso passado. Fico imaginando como devia ser o mundo nesta época, longe da influência de nossa cultura. Caçar, pescar, comer, ter filhos. Um dia após o outro, sem preocupação maior do que a de viver. Cuidado com a onça. Respeito com as orientações do Xamã. Não infringir os tabus. Assim se vivia bem e muito.

10 09 waiwai l sumauma (72)

Hoje a terra está reocupada com uma aldeia de poucos anos. Samaúma é o nome, e da árvore, gigantesca, não resta nem o tronco. Virou passado como o que a terra preta oculta. Uma igreja hoje substitui o pajé no conforto da alma.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Grande Altamiro!

    Há muito tempo não passava por aqui, mas estou sempre atento às suas “newsletters” que manda por e-mail.

    Faz pouco mais de um ano que estive na mágica fronteira Brasil-Guiana, em boa parte graças a você e ao Ronaldo Ribeiro.

    Escrevi algumas impressões sobre a viagem no meu “slow blog”. Espero que aprecie.
    http://obsdegente.wordpress.com/2010/11/30/uma-enciclopedia-humana-em-roraima/

    Abraço

  2. Marcelle disse:

    Que puxa! Ah, vc vem para Niterói em dezembro? Muitas saudades!

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