Tinturaria Indiana

Fui a Árvore dos Desejos, uma velha tamarineira no alto de um morro de onde se tem a vista dos prédios, do rio que banha a cidade e algumas plantações. No caminho subimos por ruelas onde o esgoto corre a céu aberto, velhos e deficientes pedem esmola e onde há camelôs, muitas barraquinhas. O que você quer? Incenso, fotos, CDs, imagens de Baba ou de Shiva, espelhos coloridos? Eles tem de tudo. E quase tudo com cara de made in China. Daqui são somente as flores, o incenso e os pacotinhos prontos com caneta e papéis para que os devotos façam seus pedidos e deixem presos junto a árvore

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Gherardo me conta que também é assim em Jerusalém, onde a Via Sacra, caminho percorrido por Cristo em seu calvário, é tomado por lojinhas e vendedores. As pessoas buscam lugares iluminados, querem buscar a energia que emana destes lugares e elevar seus pensamentos. Muitas pessoas percebem e associam isso a seu ganha-pão. Errado? Não posso julgar. Triste é que a paz se vai destes lugares, e talvez por isso o melhor lugar para meditar seja nas montanhas, longe de tudo e de todos, onde se pode ficar em paz e se encontrar consigo mesmo e, conseqüentemente com Deus.

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69

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