Speedway Rural, Refrigerante de banana… Isto é Guyana!

As atrações se alternavam e do lado de fora ainda acontecia corrida de speedway rural. Os cavaleiros, muitos deles adolescentes descalços, se empenhavam em vencer a prova, classificatória para a grande final. Como não havia pista claramente definida, haviam dois grandes desafios: ganhar e não atropelar a platéia, espalhada ao redor da pista. O vencedor…

Os Bedford da Guyana

Aliás, os caminhões e pick-ups guyanenses são uma atração a parte. São muito velhos, mas bem conservados. Acho que com meu carrinho modesto, era o único que não tinha potencia e motor 4×4 e me senti até como um dentista ao lembrar de um adesivo que vi muitas vezes em pick-ups no Brasil “quem gosta…

Platéia no Rodeio

A platéia gosta e quanto mais bravo o cavalo, mais o cavaleiro é aplaudido quando voa longe. De um lado da arena a platéia se espalha em uma pequena arquibancada ao lado de um camarote cujo nome mostra bem a mescla deste povo: Mohamed Khan Stand. Do outro, caminhões ingleses do tempo da colonização, que…

Os cavalos de Roraima

Os cavalos me pareceram meio “xinfrins”. Magrelos, agitados, me parecia meio refugo de rodeio americano, até que descobri: são legítimos lavradeiros, os cavalos literalmente “selvagens” das Guyanas e Roraima, capturados exclusivamente para o rodeio. Por isso são bravos, irritadiços, pois não estão habituados ao laço e ao peso de um cavaleiro. Publico dos dois lados…

A criatividade brasileira até no exterior e o retrato do Dólar Guyanense

De repente escuto um idioma estranho. Um vendedor vende chapéus: “uan tausan”, “faivi handre”, “bésti réti”. Escuto a ladainha e pergunto: “brazilian?”. “Do Ceará” ele responde. E descubro que, se não temos brasileiros na platéia – preconceituosos do país vizinho com hábitos distintos do nosso – temos brazucas no comércio, afinal, o dinheiro não tem…

Primeiras impressões do Rodeio de Lethem e os Cowboys da Guyana

A música country de Willy Nelson toca nos alto-falantes enquanto passo por um cowboy – perneiras, lenço no pescoço, blusa quadriculada e chapéu de couro. Os cavalos estão em um pequeno cercado, agitados, por vezes brigando entre si, agressivos. A língua falada não é o caipirês de Barretos ou do interior paulista. Escuto inglês, mas…

Impressões de Lethem com direito a refrigerante de banana…

Lethem é apenas isso para a maior parte dos brasileiros. Compram, não olham nada, não conversam e vão embora correndo, como se estivessem no fim do mundo. Gente, tudo bem que é quase no fim, mas tem muita coisa interessante por lá, como a arquitetura das antigas construções coloniais e a oportunidade de praticar o…

Comércio em Lethem

A maioria dos brasileiros atravessa a fronteira apenas para comprar. Lethem é uma cidade que nem parece cidade, embora seja uma das maiores deste pequeno país. Não há um centro ou uma praça central, algo que imaginamos como distintivo de uma cidade. Há construções antigas, nitidamente coloniais, com amplas varandas, se alternando com muitas áreas…

Primeiras impressões da Guyana…

Desembarco e logo já tenho que falar inglês com cidadãos que parecem ter desembarcado da África hoje, de tão escura é a sua pele. Regularizo o carro e sigo, já dirigindo em mão inglesa. Consegui escapar do mico de dirigir a direita, como fazemos no Brasil, mas foi impossível reprimir um susto e esconder meu…

Travessia Perigosa

Após mais de uma hora de espera, inicio a travessia na mais improvável das balsas, onde dez carros se apertam e onde alguns carros nem mesmo podem abrir as portas para os passageiros saírem (imaginem a desgraça em caso de naufrágio…). A balsa é conduzida por um sistema de quatro lanchas com motor 15, uma…