… dos amigos: Mind Australia 1

 

titulo é plágio do aviso colocados nas escadas rolante da Austrália: “Mind yours steps”. Que significa “Preste atenção nos seus passos” . A idéia de colocar o título é uma homenagem ao Altamiro, amigo que anda pela Amazônia cuidando da saúde dos indios, que regularmente envia crônicas deliciosas sobre sua experiência amazônica.

A ansiedade de ver Sydney pela primeira vez era aumentada pelas nuvens que cercavam a descida do avião. Um manto espesso e presente em qualquer direção que se olhasse.  Imaginei que chovia depois das nuvens, mas qual o quê! As nuvens, como mágica, desapareceram rapidamente e o sol às 06:30 da manhã (hora local) informava que a amanhã já ia alta. Sidney surgia bela com sua grande baía cortada pelas esteiras de centenas de barcos que a cruzavam em todas direções, criando linhas brancas em um fundo profundamente azul, o significado pleno do azul marinho.

Sydney é bonita, sua costa é recortada por pequenas baías e reentrâncias, cada uma delas cercadas por casas grandes de arquitetura bem cuidada.  Aliás a grande marca  de Sydney é a presença dos arquitetos na construção da cidade. Todos os edifícios foram concebidos arquitetônicamente ou dito de outro modo exibem um intenção deliberada de design. Antigos ou novos todos exibem a premeditação do desenho, se são bons exemplos ou maus são outros quinhentos, mas me surpreendi positivamente. 

Na parte do porto  uma linha de edifícios mais atrás cria a moldura para as atividades de turismo e lazer que acontecem próximo as margens da baía. Bares, cafés e restaurantes com suas mesas ao longo das calçadas que marcam o espaço da orla e do verão. São duas linhas de calçadas que circundam a orla do porto: uma elevada  dedicada ao footing, com milhares de pessoas num ir e vir interminável. A outra linha  é parcialmente coberta pela calçada superior e além dos bares abriga pequenas lojas de souvenirs.  A Opera House, com suas linhas arrojadas, e a Habour Bridge compõem magnificamente o cenário, ligando o novo e o velho, numa metáfora não premeditada.

 A natureza não foi pródiga somente com Rio de Janeiro, em Sydney também esmerou-se. Deu-lhe jóias: o belo mar de cor intensa,um azul marinho escuro, quase preto um litoral recortado, com falésias  que substitue a ausência de praias. Pequenas  e médias baias que criam, reentrâncias, aconchegos e proteções para ancoradouros, A encosta alta permite que casa sejam construídas em locasi de vista privilegidas da baia. Não sei quem recebeu o melhor quinhão da natureza se Sidney ou Rio de Janeiro, mas os autralianos souberam usar a sua parte; tirou proveito de cada pedacinho que a natureza lhe deu, sem agredí-la contrariá-la. Não há nada flutuando na baia além dos barcos

Confesso que quando me falavam que Sydney era bonita não acreditava. Cidade bonita era o Rio e pronto! O resto eram cidades ajeitadinhas até bonitinhas mas bela mesmo só o Rio. Hoje considero Sydney bonita, mas maravilhosa só o Rio de Janeiro.

Feliz Natal (atrasado) e um maravilhoso 2009

 

Cicero

picture-359

Olha aí… Opera House e Harbour Bridge!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s