Impressões Amazônicas 63 – última dos Wai Wai

Aldeia Macará

Aldeia farta. Ficamos no malocão, bem no centro da aldeia e próximos ao posto de saúde.
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Pouca gente me procura para consultas. Os problemas são decorrentes do trabalho pesado – dores articulares – e um ou outro resfriado. Todos querem estudar, trabalhar e, no domingo, louvar a Deus na igreja evangélica.
Há duas unanimidades por aqui: o Flamengo, que brilha no cordão de vários indígenas; e a Missão Evangélica.da Amazônia – MEVA. Há bíblias e pastores indígenas em todas as comunidades, mas infelizmente não encontrei uma única referência a pajés, rezadores, curadores ou alguma dança ou cerimonial tradicional. Na Bíblia encontro de forma peculiar as traduções dos nomes que permitem a leitura do texto sagrado. João é Xuaw, Josué é Xoswe e Lucas é Rukas.E quem é Ciaku? Tiago, é claro! : )

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TERRA INDÍGENA ANAUÁ

Estou em outra terra dos WaiWal, onde existem duas aldeias: Xaari (bambu) e Anauá, as margens do rio que também batiza a cidade: São Luiz do Anauá.

No Xaari reflito sobre o grande dilema de todos povos indígenas. O que é melhor: a vida tradicional ou a influência da cidade? O Xaari foi ocupado após a demarcação da terra e a maioria dos moradores veio de outras comunidades. A aldeia fica cerca de 30 minutos de carro para a cidade, com todos os benefícios – e malefícios – que advém daí. Longe do rio não há a fartura do peixe, a caça e a tranqüilidade para plantar e colher. Suas crianças não têm a liberdade de passar o dia banhando nem estudam em língua nativa, o que enfraquece sua coesão e seu elo com sua história. No Xaari a mata já deu lugar ao pasto, a escola é a mesmo da comunidade próxima e a influência da cidade é mais nítida: televisão, cáries e motos. Qual a melhor escolha?

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A ausência das festas e de seus rituais faz com que índios deixem de ser índios? Acho que não. A essência é outra. A forma de pensar é outra. Vivem em um universo paralelo, nem melhor nem pior. As relações familiares sâo nitidamente diferentes, e mesmo sendo evangélicos, a liberalidade dos costumes é bem maior que a nossa. Quando dois jovens querem casar, o que fazem? Fazem uma casa e vão morar juntos. Simples assim. Se não der certo – o que percebi ser muito raro – repete-se o processo e cada um vai para o seu canto. Simples assim. Se a menina engravidar? Casa. Ou não. Não há pressão ou estresse.
Infelizmente a maioria dos Waiwai não usa mais os nomes tradicionais. Trabalhei no cadastro de toda população e notei nomes de três tipos. a) os ocidentais, como Raissa, André e os de maior “complexidade” como Ralsiane e Telton b) os ocidentalizados, como Iwona (Ivone), Ruwis (Luiz) e Krasa (Graça) onde a grafia é outra, mas o jeito de falar é próximo ao que falamos. c) os tradicionais como Kairi, Pahanruwi, Anti, Comera, Apiyu e Araw.

Hoje aconteceu outra coisa diferente. Ia consultar uma moça chamada Viviane e ela disse que não era mais este nome, agora era Marcia Maria. O agente de saude se vira para mim e diz “é mesmo, eu esqueci”. Ele pegou o prontuário, riscou o nome velho e escreveu o novo. Simples assim.

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Aldeia Cobra

Chegar aqui foi diferente. Ao invés dos grandes Jatapu e Jatapuzinho seguimos viagem por uma hora pelo Igarapé Cobra. Não é viagem recomendada para claustrofóbicos. A mata fecha ao nosso redor e sobre nossas cabeças em muitos trechos, e o que vemos é um labirinto verde onde não temos idéia da saída até que o piloto descobre um canal e segue. Aliás, ele deve ter um GPS embutido, pois todos os caminhos para mim eram um único, e ele conseguiu fazê-lo sem se enganar uma única vez.

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O rio é sempre nossa estrada entre as diferentes aldeias. A beleza, grandeza e verdeza são tão grandes que meus olhos não conseguem descrever e minhas palavras não conseguem mostrar o que vejo e sinto. Posso dizer que a Faber Castell teria dificuldades para fabricar lápis com tantas matizes de verde.

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Não somos os únicos viajantes pelo rio. Bandos de macacos de diferentes espécies atravessam o rio próximos de nós, pulando de uma árvore a outra enquanto as garças fogem do barulho do motor. Imagino como deve ficar esta região quando o rio seca e em sua margem se vêem jacarés, tracajás, capivaras e até mesmo onças.

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Nestas comunidades encontramos indígenas de diversas etnias: Xirixanas, Macuxis e Wapixanas. Descobri até mesmo que o indígena que havia me ensinado na Casai algumas palavras em Waiwai, o Rubem, na verdade não é Waiwai, e sim Yekwana, embora já more há muitos anos por aqui.
As línguas dos Waiwai, Yekwana, Macuxi e Ingaricó são todas do tronco Karib, o que faz com que existam semelhanças e proximidades, o que pode facilitar. Já os Xirixana são um grupo Yanomami, assim elas são tão semelhantes quanto o português e o chinês. Assim me intriguei quando conheci Lucas Waiwai, casado com Dorotéia Xirixana. Assuntei com ele.
– Já tem muito tempo doutor. Já temos cinco filhos. Conheci ela na Casai. Eu era acompanhante de um parente e ela também, aí nos conhecemos e casamos.
Fácil assim? Eu pergunto como foi a comunicação.
– No começo a gente conversava mais com sinal. Aí começar a namorar é fácil, né? – Diz ele com um sorriso malicioso. – Depois fui para a aldeia dela e nos casamos.
Como os Waiwai são bons anfitriões e a terra é farta, ao contrário da dos Xirixana, sua cunhada com marido e filhos já migraram também e já estão até falando Waiwai.

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No malocão a mandioca está sendo preparada para fazer farinha. Muitas estão de molho na água, uma indiazinha descasca os tubérculos e os jamaxis se encontram tombados, carregados. Nos atrevemos a tentar levantar um e colocar nas costas. São dois adultos fortes para levantar o que as índias levantam sozinhas e carregam com a cabeça. Não é a toa que tem tanta dor nas costas…

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Na volta, hora de descansar um pouco na base da Funai. Conversa fiada, fotografia de passarinho (ao menos a tentativa… risos) e… pescaria. 10 peixões foram pra casa, o maior um lindo tucunaré taiá que com certeza vai ficar uma delícia assado. Aliás, é impressionante como estes peixes são gordurosos. Quando a gente assa a carne chega a ficar amarelada de tanta gordura. No Amazonas o meu amigo Joseney assava matrinxã recheada com farinha e temperos que era coisa de louco. A gordura derretia, deixava a farofa molhadinha… inesquecível.

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No desembarque um pana-paná, aqueles bandos de borboletas que me deixaram com jeito de Jorge Tadeu (lembram, o Fábio Jr fotógrafo na novela?) e mais agradecido pelos privilégios que estava tendo.

26 comentários Adicione o seu

  1. Sidney Brasil disse:

    Altamiro, obrigado pelas suas crônicas. Que elas sejam sempre assim, espontâneas, siceras, reais, coloquiais. Vá guardando e futuramente escreva um livro. Ou mais.
    Obrigado pelos votos de Feliz Natal, que lhe retribuo, e um ótimo 2011, cheio de novas vivências.
    Abração !

    Sídney Brasil
    Belém – PA

  2. Tete disse:

    Querido Altamiro,
    Obrigada pelos teus relatos (quando sai o livro???).
    Quero também te desejar um Feliz Natal e um ano com muitas outras estórias.
    Tenho uma admiração por você que chega a doer, de tão forte!!!!
    Um beijo em todos da família
    Carinho,
    Tete.

  3. Wallace disse:

    Caro Altamiro
    muito obrigado por me dar a oportunidade de poder participar um pouco de um grande privilégio seu em vivenciar o q muito poucos tem oportunidae.
    desejo a vc e sua familia um otimo 2011 com muita paz saúde e felicidae Abç
    Wallace

  4. Cristophe disse:

    Ola Altamiro

    legal tudo iso !

    gostaria morar no Brasil e poder visitar mais comunidades
    indigenas … ao momento estou fazendo ampliaçoes dos Goroti-ré,
    meu apartamento de Paris parece casa de guerreiro !
    é até demais … porque são pessoas fortes, parecem sair das fotos !!

    para mim, sempre foi aventura viajar na America latina …falo tambem
    ao nivel financiero … tem a cada vez jimaginar como juntar dinheiro ou
    encontrar empresa (ou estado pais) que paga passagem …

    um grande abraço
    todo de bom para as festas !!

    Christophe

  5. José Carlos Azeredo disse:

    Caro amigo Dr. Altamiro:
    Agradeço-lhe,emocionado,a mensagem que me enviou!
    Receber em primeira mão as notícias sobre as comunidades indígenas é muito legal!
    Fiquei muito contente ao ver que a Bíblia está acessivel na língua dos nativos.
    Considero-me um privilegiado!
    Desejo-lhe um Feliz Natal
    Abraços.
    Cordialmente,
    José Carlos
    Foz do Iguaçu PR

  6. Wesleandra Escanferla disse:

    ALTA vc sabe da minha admiraçao por vc, sabe que sou sua fã, que eu só tenho à desejar a vc coisas boas, que alias vc ja tem de sobra. FELIZ NATAL, E UM ANO NOVO de 2011 COM MUITO MAIS SUCESSO P VC E SUA FAMILIA.

  7. Sandra disse:

    Querido ex-aluno e amigo,
    Desejo a você um ótimo natal. Estou embarcando hoje para Londres para passar um White Christmas with my son Erik. Keep on writing. You should publish your writings in a book. Super cool. Beijocas,
    Sandra

  8. Abdala disse:

    Samiro,

    Antes que você mande sua mensagem de Ano Novo….aqui vai a minha! rs
    Desejo a você muita saúde e paz para que possa continuar seu BELÍSSIMO trabalho pelo nosso “Brasilzão” afora (ou seria adentro?!?!) rsrs !!!

    Que 2011 venha repleto de realizações e energias positivas!
    Além disso, que você continue nos brindando com seus textos, imagens, histórias e experiências ímpares!
    Sabe que sou um dos primeiros fãs do “Impressões”, né?!
    Uma “prova” do interesse e cuidado com o qual guardo seus relatos segue em anexo!
    Sou leitor assíduo, apesar de pouco comentar!
    Inclusive, divulgo junto aos meus alunos!!!

    Que Deus esteja sempre com você!

    Um grande abraço, Altamiro!

    Abud

  9. Mateus Fernandes disse:

    Olá Altamiro,

    Estou pensando em publicar novamente o IA no blog O Aventureiro, que acha?

    Estou com as edições 61, 62 e, agora, a 63 para editar e publicar. Pensei em fazer uma “compilação” das 3.

    Aguardo seu contato para lançar.

    Abraços e bom começo de ano,

    Mateus

  10. Mauro Passos disse:

    Caro Amigo,
    O seu material dá um bom livro.
    Já pensou nisso?
    BOAS FESTAS.
    Aguardamos as fotos e os relatos de sífilis em crianças.
    Abs
    MR

  11. Elizabeth Miranda disse:

    Oi Altamiro,

    Adorei receber seu e-mail.
    Como sempre, ótimas histórias e fotos.
    Desejo pra vc um Feliz Natal e 2011 cheio de aventuras!
    Bj!

    Elizabeth

  12. Denise disse:

    FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE REALIZAÇÕES E SUCESSO !!

    SEU TRABALHO É MUITO SHOW DE BOLA AMIGO !! PARABENS !!

    DENISE

  13. Silvana Benzecry disse:

    Altamiro, parabens ! Adoro suas impressoes Amazonicas!

    Feliz 2011 para vc e sua familia!
    bjinhos
    Silvana

  14. Cecílio Aguiar Neto disse:

    Querido Tata,

    Tudo bem com você?
    Recebo com muita satisfação as notícias suas postadas nas “Impressões Amazônicas”. E todas as vezes que eu as recebo, reuno a minha família ao redor do computador para mostrar para eles o que é ser um “Médico de verdade”.
    Adimiro muito o seu trabalho de médico e educador. Parabéns meu irmão!
    Desejo a você e seus familiares um Feíz Natal e um Ano Novo de grandes realizações.
    Mano, um grande abraço e fique com Deus.

    Sempre Alerta

    Cecilio Aguiar Neto

    Observação: Não se esqueça de vir a Macaé quando estiver aqui por perto. Em Macaé você sempre terá um lar para ficar.

  15. Olair Rafael disse:

    Olá
    Altamiro
    Saudações!

    grande amigo e irmao brasileiro de coraçao e alma.

    estou de plantaozao de natal aqui na sta casa de mogi ==>> continuo nesta vida pq estamos ,eu e adriana, nos acertando para começarmos a viajar pelo brasil… meu sonho de levar EDCUAÇÃO EM SAUDE ao maior numero de pessoas, principalmente aos nossos brazucas!

    INTEGRALMENTE nos amamos!

    inteh!

  16. Hellen Rose Panizzi disse:

    Olá Altamiro,

    Obrigada pela sempre lembrança.
    Espero que o seu Natal tenha sido repleto de paz, pois , pelo que vejo vc está muito feliz.
    abraços,

    Hellen Rose

  17. Pery disse:

    Sempre Alerta Altamiro,

    Escrevo para dizer que são magníficas essas mensagens que você envia sobre esses lugares maravilhosos.
    Fico muito contente ao ver uma mensagem sua na caixa de correio eletrônico, pois sei que terei novidades ali.
    Aproveito o momento para agradecer e também desejar um Feliz Natal e também um Próspero Ano Novo.
    Continue enviando notícias sempre que possível.

    Até a próxima…

  18. Marcelle Rebelo disse:

    Amei as fotos e estou curtindo suas histórias por aí.

    Beijos,

    Marcelle Rebelo – Kisa

  19. Cristina Travassos disse:

    Oi Altamiro

    Linda viagem,lindas fotos.
    Como sempre gosto muito de suas vivencias por este mundo tao diferente do que vivo mas que tenho uma enorme sintonia.
    Estou no meio da neve e cercada de netos por todos os lados. Vim passar o Natal em Founex, uma pequena vila perto de Genebra onde minha filha e familia vieram morar por 3 anos.
    Um otimo 2011 para vc com muitas historias interessantes, paz, saude e alegria.
    Cristina

  20. Daucy Monteiro de Souza disse:

    Altamiro,
    Como é delicosa a leitura qeue faço em suas impressões!
    Não tão delicosa como comer um Tucunaré bem feitinho. Minha irmã falava deste prato.
    Mas, não sei bem a que conclusão chegar sobre o viver indígena: o natural ou o contaminado pelo homem branco, pela vida moderna. Talvez não haja opção conforme você deixa ver entre linhas.
    Como foi de Natal?
    Tudo de bom para você, doutor, escritor, escoteiro, mas acima de tudo, amante da vida.
    Beijão, querido.
    Daucy

  21. Lauro Cavalcante disse:

    E aí, doutor, bacana?

    Caraca! Impressionante esse material! Sua adescrição dos ambientes nos imerge nele como se realmente estivéssemos lá.
    Putz, dá um inveja(inveja boa, claro), cara! As fotos são lindas. A das borboletas e a do indiozinho voando então…
    Só é triste saber que estes povos estão tão descaracterizados, seja pelos costumes dos “brancos” ou pela religião.

    Pô, cara, sorte sua ter essa oportunidade. Se houver uma outra gostaria de ver tmabém o que vem de lá…

    Té mais…

    Cordialmente,
    Lauro Cavalcante

  22. Carolina Zanon Rocha disse:

    Tenho que parabenizá-lo pelas fotos, que são MARAVILHOSAS, e pelo que nos escreve.
    Você usa de uma linguagem simples e ao mesmo tempo detalhista, que nos coloca dentro do lugar durante o acontecimento descrito.
    Nesta Impressões Amazônicas 63 destaco a maravilha do menino voando sobre o rio, que sutileza, que beleza plástica, que sensação de liberdade…
    Já no Impressões Amazônicas 62, me emocionei com seu jeito de escrever, de nos colocar como pessoa presente ao fato. Consigo até me sentir um pouco próxima a esta cultura, e digo pouco não por seus relatos, que são realmente especiais, mas porque mesmo estando com mente presente, enquanto presto atenção às suas histórias, ainda me percebo de corpo presente em meio à pisos frios e lâmpadas frias…
    Você é realmente um ser abençoado e iluminado por nos deixar participar deste mundo paralelo. Fico feliz ao saber que ele existe e é assim tão rico e belo.
    Muito obrigada.
    Abraços
    Carolina

  23. Lígia disse:

    Muito legal o relato e as fotos!
    Que 2011 continue assim, tão produtivo e interessante, um ótimo ano novo!
    Abs
    Lígia

  24. Dianne disse:

    Oi Tatá… foi como escolhi te chamar, tá? Espero que seu Ano Novo seja lindo e que possamos consolidar esta amizade recém nascida. Adorei a foto com as borboletas. Aqui em Minas, numa estrada de terra que liga Carrancas a Minduri, tive a oportunidade de fazer a mesma coisa. Passear entra as borboletas, que aqui são multicoloridas; ou eram, porque fiz isso há muitos anos atrás.Cada lugar que vc vai, hein? Fico com uma certa inveja boa de vc…rsrs.
    Mas… a finalidade desta é te desejar mesmo um Ano com muita sorte e que vc realize seus sonhos, sejam eles quais forem.
    Abraço e beijo.

    Dianne

  25. Renata Mariz disse:

    Oi, Altamiro
    Tudo bem? Estou lendo o IA com um pouco de atraso mas com o entusiasmo de sempre. Fique intrigada com essa Bíblia. Quem manda fazer as traduções? A igreja evangélica? Que coisa, hein? Os pregadores repreendem os costumes indígenas? Vc já percebeu algo nesse sentido?

    Um abraço e feliz 2011!
    Renata

  26. Átila Pessoa disse:

    Altamiro,

    Teremos muitos desafios que cobrarão serenidade e paciência para que sejam superados em busca de nossas realizações. Confia e segue.

    Sempre alerta!

    Átila Pessoa

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