Chove, mas como chove…

Aldeia Caraparu – Município de Uiramutã São cinco e meia e já não temos mais pacientes. Me preparo para o banho, no banheiro público, que nas comunidades de Roraima se chamam “chafariz”. Não chove há muito tempo e uma brisa fresca empurra nuvens cinza diretamente para nós. Corro para o chafariz. As nuvens correm mais…

Minha casa nas aldeias

Esta é minha barraquinha. Uma boa e velha Vaude, que aguenta o tranco, me deixa a vontade e não me deixa na mão. Aí estou na Aldeia Placa, onde quase tudo foi parar embaixo d´água, mas a barraquinha aguentou firme.

Jogando dominó depois da chuva

Se a chuva não deu trégua, rendeu ótimas fotos… A noite é a primeira estrelada após dias de chuva e a última na comunidade. O tuchaua oferece o jantar e a natureza nos dá a música ambiente. Após a refeição tento identificar cada cantor na serenata. Sapos, grilos, rãs e pássaros se alternam em um…

Enquanto a chuva não passa…

Esperamos no posto de saúde. Mulheres catam piolhos e crianças, curiosas, ficam nos olhando. Encaram de perto. Somos o exótico. Se tivessem câmaras com certeza estariam nos fotografando. Queria ficar mais, ver mais, saber mais, sentir mais. Fico com o gosto do pouco que tive quando saímos correndo sob a chuva fina e voamos, decolando…

Alagação… chuva!!!

Chuva + vento = vamos tirar correndo as redes que vai encharcar tudo! Todo mundo se esconde no meio do galpão, mas o vento é grande. Só está protegida a minha barraquinha… Ledo engano, pois a chuva encharca o chão e logo ela está sobre um colchão de água. Vamos ver se ela é mesmo…

Tempestade Amazônica

Estranho o arco-íris sem chuva. Aos poucos se aproxima uma assustadora nuvem cinza-chumbo. Com ela vem o vento. Muito vento, daqueles que formam redemoinhos, bons para pegar saci. O barulho sacode as árvores e logo toda conversa tem que ser aos gritos. Mas… cadê a chuva? Do galpão onde estamos vemos pouco mais que algumas…

Voando em Roraima… Tudo seco onde era tudo verde!

Aguardo o vôo rumo a área indígena Raposa Serra do Sol. A organização aqui parece boa. O vôo sai no horário e tudo é ágil. Apesar disso sei que no começo vou estranhar, pois tinha grande confiança na PEMA de Redenção. Quantos vôos com Everardo, Mário, Fernando, Marcelo, Júnior e com o Yuri, que voava…

Missão Urgente e Festa na Floresta

Aldeia Kranh-Apari, Novembro de 2006 Ontem a noite recebi a ligação de uma enfermeira: “Altamiro, estamos com um surto de diarréia em uma aldeia. Temos que fazer uma missão lá. Você pode ir hoje?” Concordei na mesma hora, me sentindo um verdadeiro “médico sem fronteiras”. No aeroporto achei estranho tudo estar vazio, sem mais ninguém….

"Lá vem ela"… é a chuva!!!

De repente, em meio a manhã ensolarada, escuto seu Getúlio gritar: “Lá vem ela!”. Não entendo bem do que se trata até olhar para trás e ver, nitidamente uma mancha cinza no céu que se aproxima com velocidade impressionante: a chuva. A família do seu Getúlio não perde tempo, e a esposa puxa uma lona…

Reflexões de um branquelo na chuva

Já estou há algum tempo sem viajar, então vou contar um pouco do meu dia a dia amazônico. Na verdade vou confessar que às vezes desanimo. Muitos pacientes, enfermagem mal treinada (e no hospital “abusada”), dificuldades de exames. Parece ruim, não? Ainda mais que várias cidades oferecem um salário menor. Só que existem compensações. O…