Noite estrelada…

Tanto trabalho tem sua compensação. A comida é farta e gostosa e depois da janta é hora de brincar de hipopótamo, de molho no lago, só com os sorrisos de fora. Para relaxar piadas e histórias dos pacientes, como a senhora que ao tirar o tampão da vista começou a correr de um lado para…

O dia a dia na ação.

As boas novas se espalham, e os parentes continuam a chegar. Da aldeia Xumina chega uma van com alunos da escola. Eles querem ver o movimento, mas aproveitam para se cuidar. Um vai no médico, a professora na ginecologista, dois fazem exames de vista e vários tentam conseguir passar pelos dentistas, que trabalham sem parar….

A cirurgia nas aldeias!

O sucesso não é fácil. Sincronizar atendimentos, voluntários, cirurgias não é tarefa para uma única pessoa. Assim, pelos Expedicionários, o ortopedista Ricardo Ferreira e a coordenadora de logística Márcia Abdala se multiplicam em vários. Vão de um lado para o outro. Perguntam, falam, estimulam, cobram. Quando você procura por eles por aqui, já foram por…

Eu também vim para ficar bom!

– Eu também vim para ficar bom! – me fala seu Joaquim, na sala de espera ao lado. Ele veio de longe para resolver o problema da “hérnis” que atrapalha o trabalho. Diz que apareceu há muitos anos, quando carregava “um peso grande”. Já havia tentado resolver o problema no Hospital Geral de Roraima, mas…

Operando na maloca: centro cirúrgico completo

– Ela operou aqui? – um pergunta o que todos querem confirmar. – Isso mesmo. O equipamento é o melhor do Brasil, só tem igual em 3 hospitais de São Paulo, e os cirurgiões são os melhores também. Nem no Rio tem nada igual. A animação conquista o grupo. – E é para ficar bom…

Levei mamãe para operar na maloca!

– Todo mundo animado? Os muxoxos são positivos, mas não me inspiram confiança. Em cima da hora todo mundo amarela, não tem jeito. Insisto na conversa. – Fiquem tranquilos, que trouxe minha mãe do Rio de Janeiro só para operar aqui! – falo eu, provocando olhares suspeitos? Escuto os pensamentos e todos dizem que não…

A hora da cirurgia… friozinho na barriga

Manha. As pernas bambeiam, e não é apenas de fome. Todos tiram suas roupas e vestem aventais azuis. As crianças e mais velhos tem prioridade – são operados primeiro. O proseado é pouco. Os parentes não são de muita fala e agora menos ainda. Puxo conversa na ala da oftalmologia. – Todo mundo animado? Todos…

A esperança de uma nova visão

Os cirurgiões examinam, os anestesistas liberam. Agora para seu Johnson e vários outros indígenas, a alimentação está suspensa. Todos estão na maloca do pré-operatório, sob supervisão da enfermagem. A rotina é a mesma de qualquer hospital. A noite, as últimas orações – “Deus existe, e se me trouxe aqui, vou me curar” – fala uma…

Atendimento Integral na aldeia

Ansiosos, os pacientes se dirigem a recepção. Cadeiras se espalham diante dos computadores – tecnologia de ponta, novidade para muitos. Intérpretes indígenas ajudam os mais idosos, que muitas vezes não compreendem o português. A equipe tria para onde irão se dirigir: ginecologia, pediatria, cirurgia, oftalmologia, ultrassom, odontologia. Ginecologia. Detalhe das sandalinhas do lado de fora….

O movimento é frenético

O movimento é frenético. Todos se comunicam por radiotransmissores. Um cajueiro se transforma em rodoviária, tal o movimento de carros. “As vans acabaram de chegar trazendo os Waiwai” – anuncia o rádio. A equipe de nutrição esquenta as panelas, pois os “parentes” já chegam com fome. Um enfermeiro acompanha o grupo até a maloca onde…