IA na Horizonte Geográfico

  Foi com grande alegria que, a partir de uma carta enviada para a Revista Horizonte Geográfico foi feita a divulgação do nosso blog. Na penúltima edição foi publicada uma reportagem sobre mandioca e enviei um comentário citando Xangai, o cantor baiano: “ Se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada”. Enviei…

Brinquedos das crianças Kaiapó

As crianças tem brinquedos de madeira interessantes, tudo feito pelas mãos hábeis de um pai ou avô. Já vi caminhõezinhos e hoje vi um mátko (avião) de brinquedo. Além dele os meninos vieram com arcos e flechas, empolgados, verdadeiros caçadores. Assim que se aprende. Há pouco tempo li que os Kanamary do Amazonas, que vivem…

Aldeia Kendjan – Kaiapós na beira do rio Iriri

S 07º 15’ 58,3’’W 50º 50’ 42,6’’ Mais uma vez voando, desta vez para a Aldeia Kendjan, a mais distante, já no município de Altamira (o maior município do Brasil e do mundo em área geográfica). No caminho, muita chuva e o avião sacode, sacode. Sempre fico admirado com a força da natureza, de uma…

Noite entre mascarados

Segunda noite em Kriny. Realmente não tem botão de desligar nos índios, e esta noite cantaram a noite inteira. Por volta das três da manhã resolveram dançar nas portas das casas, vestidos com uma roupa de palha de buriti. Assim tínhamos o canto, a batida dos pés e a palha sacudindo. Além disso, como estamos…

A primeira reunião na Casa do Guerreiro a gente nunca esquece

Participei de minha primeira reunião na Casa do Guerreiro. A reunião se reveste de formalidade, havendo inclusive um mestre de cerimônias, que apresenta as pessoas e faz as traduções. Ele é o primeiro a falar, depois fala o cacique, as mulheres, alguns líderes e por fim nós. Depois de cada frase o tradutor passa a…

Artistas na aldeia

A técnica não muda muito. Fura-se pequenas sementes, prende tudo em um cordão de fibras vegetais e… enfeite pronto. Mas agora a modernidade toma conta, e uma furadeira acionada com o pé com energia vindo de uma placa solar garante a velocidade nos trabalhos na aldeia. Bacia de urucum, pronto para a pintura dos rostos…

Cantoria noturna na aldeia

Logo que escurece… hora de dormir, pois não há luz. O técnico de enfermagem liga um radinho, mas nem precisava. Os índios cantam, cantam, cantam… é bem bonito, mas tem a desvantagem de não ter botão para desligar. E não desligam. Até bem tarde ouço cantos sem entender o significado. Saio da barraca e espio…

Aldeia Kriny – Kaiapó

Kriny – Novembro de 2006 Estou em Kriny, uma aldeia completamente diferente das demais. Aqui só se chega de carro, 240km percorridos em pouco mais de seis horas. Sim, eu disse SEIS horas. Buraco, lama e pontes que parecem ter saído do Rally dos Sertões. E na verdade são, pois esta estrada por alguns anos…

Falta de visão… logo, falta de peixe

Estamos na época da piracema e, exceto pelos pescadores tradicionais (subsistência), ninguém pode pescar. Mesmo assim três lanchas com cerca de dez pessoas estão lá na área indígena. Vão descer o rio “passando o rodo”, ou seja, acabando com os peixes do próximo ano… e tudo em troca de cem ou duzentos reais para um…

Mamãe Bekwoikotiiiiiiiiiiii

Bekwoikoti é uma senhora vaidosa. Nos seus quase oitenta anos, Bekwoikoti, também chamada de Luiza adora contar histórias, usar enfeites e gritar com uma voz aguda para qualquer um que fala seu nome errado: “Bekwoikotííííííííí”. Impossível não aprender. Como apareceu um tumor no pé desta senhora, a encaminhei ao cirurgião, que ao examinar marcou uma…