Ou frio, ou pium

Que frio. O consolo é que dentro eu ficava livre do pium. A praga amazônica, os demônios em forma de ponto. Há muito tempo eu não ia a um lugar com tanto pium, e se fui, a sensação foi tão ruim que meu cérebro fez questão de eliminar da memória. Na orelha, na boca, nos…

Pium: praga amazônica

Esta é a praga. Pium. Mas um nunca. Muitos. Sempre. Pimuitos. Mudo, não zumbe. Age em silêncio. Quando você sente, já era. Vem logo o queimado ardoso, fininho. Dia seguinte é coceira – e a marca, um pipocado de pólvora. Mas uma nunca. Muitas sempre. Olha o tamanho deles do lado do parafuso da janela…

Pele… ponto fraco na selva

Os problemas mais corriqueiros com os quais tenho que me deparar são as irritações de pele. Especialmente no verão, a incidência aumenta muito, e não consigo imaginar o que possa dar jeito. É um problema histórico, já relatado nas primeiras pesquisas sobre saúde Kayapó, da década de 70. Eu também, após poucos dias nas aldeias,…

Acampamento indígena

Aldeia Mokarakô – Beira do Riozinho Saí cedo para fazer atendimento nos acampamentos de castanhas. Viagem gostosa, pelo Riozinho numa manhã fresca. Íamos eu, uma enfermeira, uma técnica e dois indígenas, o barqueiro e o AIS. Os acampamentos são no meio do mata e duram de 1 a 3 meses. Ao contrário da visão imaginária…

Aldeia Kokraimoro – a beira do Rio Xingu

Fev 2007 Aldeia Kokraimoro Estou novamente a beira do rio Xingu, na aldeia Kokraimoro, onde me banho neste rio mítico. Ele pode não ter a fama do Amazonas, a importância do Velho Chico, mas o Xingu é o Xingu. Nos faz pensar em quarup, em primórdios do indigenismo, em um território selvagem que hoje já…