De volta para casa… e a saudade que já fica…

As aldeias, as caminhadas, consultas, avaliações se repetem. Uma semana, quinze dias, um mês. Sem telefone, sem internet, sem mamãe, novela ou olimpíada. Aliás… a Olimpíada já começou? Depois de um mês vem a folga merecida. Quinze dias todos seus para fazer o que quiser… Passam rápido, mas se você não estiver neste trabalho apenas…

Catando Piolhos

Quando você trabalha, percebe que as crianças esperam catando piolhos… lanchinho. Depois vão para sua cabeça. Você não tem piolhos? Tem cabelos brancos, e se não forem muitos, logo não terá nenhum. Descobrimos porque índio aqui não tem cabelo branco. Cada um é meticulosamente arrancado pela raiz, para nem brotar de novo. Criançada “caçando” cabelos…

Saúde na Aldeia

Café da manhã tomado – com torcida e platéia –… hora de trabalhar. Chamem as crianças, gestantes e idosos. Em dois dias, avalia-se cada um, registra-se o peso, realiza-se suplementação alimentar para os de baixo peso. Enquanto você trabalha – com torcida e platéia – um papagaio passa voando. Trabalho na aldeia. Enfermeira Elaine com…

A difícil arte de trocar de roupa

Manhã. Ou melhor, antes da manhã já estão todos de pé. Será que não tem alguém que diga que é anti-ético acordar de madrugada quem está trabalhando? Não adianta, pois novamente os visitantes são atração. Todos querem ver dormir, comer, banhar. Como trocar de roupa? Enrolado em uma grande lona… ou tão nu quanto os…

Vivendo em outro mundo, onde São Mosquiteiro é protetor

Definitivamente você não está mais no seu mundo de origem. O relógio não governa o tempo. Cama, chuveiro, privada, espelho, geladeira não tem tradução para o Yanomami falado nesta região. Surge um pequeno problema: onde dormir? Não cabe a equipe de saúde dentro do posto, pequeno e abarrotado de coisas – afinal, não podemos disputar…

Comida na maloca… e café com girino!!!

Quer comida? Tem banana, mamão, macaxeira. Se você não for vegetariano pode ser carne de anta, braço de macaco, rã, morcego moqueado ou a cabeça de mutum, que um pequeno curumim passa chupando como nossos filhos chupam um pirulito gostoso. Você ferve água. Água escura em panela escura. Melhor não ver o que tem dentro….

Nomes diferentes… e conversa com as crianças

As crianças cercam o barco, depois cercam a carga, depois cercam você. Curiosos, você se torna atração turística para eles. Algumas crianças, poucas vezes viram alguém de fora, então cada visita é uma novidade. Sorriem, conversam, falam, mesmo que você não entenda nada. Perguntam seu nome. Perguntam de novo. Perguntam mais uma vez. Os nomes…

Enfim “em casa”…

De repente, uma pequena clareira que se alarga e casas de palha e madeira em círculo surgem. Você chegou na aldeia Yanomami que procurava. Posto de saúde Est post faz parte do texto integral das Impressões Amazônicas 84

Jovens Indígenas no Globo : Culturas locais, conexões globais

O site de O Globo publicou uma matéria muito interessante sobre indígenas jovens e sua forma de pensar. Ficou bem interessante, com a opinião de oito indígenas de diferentes etnias. Daqui de Roraima foram entrevistados a Marcia e o Junior. Marcia é historiadora e mestranda em Sustentabilidade para Povos Indígenas e é Macuxi da comunidade…